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Pra que “modinha”? prefiro meu “martelo”!

julho 20, 2010

Uma vez estavamos conversando na mesa sobre uma situação de um profissional, que hoje sofre com a situação de não ter o mesmo “padrão de vida” que tinha há um tempo atrás. Nessa epóca ser um Representante Comercial lhe dava bons frutos, a renumeração era gorda e garantida, porém com o tempo ela foi se perdendo, recursos para aproximar o cliente final com os produtos estavam cada vez mais, virando realidade e ser um Representante Comercial no estilo “passado” estava cada vez mais escasso, o ROI tendia a baixar cada vez mais. Muitos acompanharam a evolução e se adequaram a esse novo estilo, outros.. talvez fecharam os olhos para a situação e mantiveram sua estratégia. O resultado? Acho que você já sabe onde isso irá chegar certo?

Essa história talvez não seja a ideal para tentar passar o meu sentimento sobre o tão quanto importante é se adequar as mudanças do mundo tecnológico e as ferramentas que nascem todos os dias, para tentar sempre facilitar o nosso trabalho do dia-a-dia. Linguagens, frameworks, IDEs, redes sociais, metodologias… temos aos montes e você acha isso ruim? Eu não! Acho que essa variedade de opções que temos só vem para somar, hoje temos a facilidade de escolher a melhor linguagem para resolver um determinado problema, recursos fantátiscos de comunicação como o twitter nos dá maior proximidade de um mundo no qual você gostaria de está envolvido. Como hoje é simples acompanhar as novidades da nossa área através do twitter?! Como hoje é dificil você precisar escrever uma nova API para uma resolver uma situação do seu dia-dia?! A Comunidade cada vez mais se beneficia dos projetos Opensource e muito delas um dia foi modinha.

Há quem diga que temos ter cuidado com o uso das “modinhas” que surge todos os dias! Eu sou mais radical, O problema em usar as “modinhas” para facilitar seu dia-a-dia é saber como e onde usá-la e é ai que entra um verdadeiro programador pragmático. É preciso sim se dedicar e focar nas tecnologias que podem/devem te ajudar. Compre livros, escreva códigos, leia blogs, participe de eventos! Participe de um dojo, comunique-se com as pesssoas envolvida no projeto. Opções para se manter a maturidade suficiente em usuflir dos recursos das “modinhas” são várias.

Não existe Bala de Prata, a consequência de estatísticas pessimistas quando se fala em desenvolvimento de software são criadas justamente pela falta de profissionalismo daqueles que atuam nele. Encarar a atividade de desenvolver software como apenas bater um prego todos os dias em seu horário comercial e voltar para casa é uma verdadeira falácia. Sabemos que isso não basta e quando percebe-se.. está defasado! Quem hoje desenvolveria um projeto web em java apenas com Servlet e JSP ( Não estou me referindo a projetos de pequeno porte) ? Seria uma péssima escolha diante tamanhas opções que temos atualmente.  Esqueca seu martelo favorito, foque em sua caixa de ferramentas e tente cada vez mais adicionar novos recursos para ela! As “modinhas” da atualidade pode fazer seu martelo virar um canivete suiço.

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Um Comentário
  1. Gustavo Aragão Link Permanente

    Bom post Everton, pena que achava melhor citar alguns assuntos abordados em post separados, mas você fez uma passagem boa deles. Vamos lá, eu vejo as coisas assim:

    1 – Falta de planejamento

    Sei que talvez sua intenção ao falar que o tempo passou pra ele e ele não viu, seja pelo lado de não se acompanhar a evolução. Mas queria passar para todos que talvez venham a ler este comentário que planejamento na vida é fundamental. Digo porque o exemplo do representante foi de um tio meu, citei quando conversava com Everton e outros colegas de trabalho, de pessoas que não se preparam pra o futuro, acham que ganham fábulas de dinheiro e que aquilo que fazem ou sabem será eterno ou que não sofrerá mudanças com o tempo. Não querendo fugir ao contexto tecnológico, mas em conversa com outros colegas de trabalho, perguntei: “Como vocês estão planejando o futuro de vocês?”, “estão investindo em algo?”, “tem algum plano de previdência?”, “pensam em negócios, empresas, tem idéias???”…a resposta que tive de uns quatro que estavam por perto foi: “Que nada man, nem viajo nisso”…é um longo papo, mas por aí já dá pra ver porque as coisas acontecem.

    2 – Resistência a mudança / “Cabeça Dura” / Tendência tecnológica

    Existem pessoas como eu por exemplo que são um pouco resistentes a mudança, que não se “jogam” em tudo que aparecem pela frente, em qualquer ferramenta lançada em revista que diz resolver tudo. Mas existe uma diferença da pessoa que tem uma certa resistência a mudança para o que chamamos no dia-a-dia de “cabeça dura”. Todo mundo gosta de usar seu martelo favorito, mas remar contra maré é perda de tempo, inventar a roda pra que? Vejo muitos programadores perdendo tempo com coisas simples que já se tem pronta, evoluída, documentada e bastante discutida pela comunidade. Ou é falta de informação, e isso novamente estamos falando de resistência, porque as redes sociais estão aí, blogs, fóruns, etc…ou então o sujeito é “cabeçudo”. Não há como ir contra as tendências, as modinhas, desde quando, como Everton falou se saiba como e onde utilizá-las, enfim saiba o que se está fazendo.

    3 – Objetivo profissional

    Por fim, esse é uma questão que discutimos bastante no trabalho. Você está acordando todos os dias cedo, enfrentando engarrafamentos cada vez mais absurdos, pra simplesmente chegar lá todos os dias no trabalho, bater o ponto e daqui há 8 horas tchau? Fazer o feijão com arroz não é nenhum mal, bom seria se todos pelo menos fizessem isso. Mas vejo é que falta pra muitos um objetivo em sua profissição, um rumo. Muitos que estão ali não sabem nem porque e nem pra onde vão…ou muito menos como estarão no que dizem fazer bem, daqui há 5 ou 10 anos. É preciso que se reflita do que se espera do seu trabalho, de seu futuro profissional, como vou estar daqui há um tempo, o que quero estar fazendo. Pois trabalhar na onda do “Deixa a vida me levar, vida leva eu” pode resultar em vários representantes comerciais obsoletos que vemos por aí. Abraço

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